terça-feira, 19 de julho de 2016

Atividade 1 - Estágio Supervisionado I

 presente texto busca pontuar, em síntese, concepções de estágio historicamente construídas, apresentando os aspectos positivos, as limitações em cada uma delas e a justificativa em assumirmos, no nosso estágio, o estágio como pesquisa. Tendo como base textos de Pimenta e Lima (2005/2006) e Prado (2012). No meio acadêmico e até fora dele entende-se que o estágio é uma etapa importante na formação do profissional, alguns vêem como uma oportunidade de colocar em prática o que aprendeu nas aulas, outros como uma forma de começar a "trabalhar" na sua área sem precisar abdicar dos estudos sendo que esta já seria a visão de um estágio remunerado. Neste texto, abordaremos a respeito do estágio supervisionado e obrigatório, respaldado em lei, em pedagogia.
Segundo Pimenta e Lima (2005/2006), há quatro concepções de estágio: 1. a prática como imitação de modelos, reprodução de modelos de professores existentes, o que é, uma limitação, pois considera que a “realidade de ensino é imutável e os alunos que frequentam a escola também o são” (p. 8); 2. a prática como instrumentalização técnica, a prática pela prática sem gerar nenhuma reflexão sobre, como dizem as autoras: “a atividade de estágio fica reduzido à hora da prática, ao como fazer, às técnicas a serem empregadas em sala de aula [...]” (p. 9); 3. o estágio e a relação teoria e prática (práxis), a ação que possibilita a reflexão, fazendo a apropriação da realidade e questionando-a criticamente baseando-se nas teorias; 4. o estágio como pesquisa e a pesquisa no estágio, possibilita a intervenção na realidade, é visto como uma nova maneira de realizar estágio, assim nos mostra Prado (2012) sobre o estágio supervisionado na Universidade Federal de Alagoas - UFAL, no qual a proposta é justamente os dois últimos modelos citados acima, onde busca-se através dele que fazer uma reflexão teórica sobre a realidade escolar e dos processos educativos podendo intervir nesta realidade, buscando superar a dicotomia teoria-prática por meio da práxis. Dessa forma, entendo que o estágio serve não apenas para formar profissionais vivenciando a realidade da profissão mas profissionais que possam criticar, refletir e buscar “uma sociedade menos competitiva, excludente e, acima de tudo mais democrática”. (Prado, 2012, p. 83)


Hortência Silva da Costa

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