segunda-feira, 11 de julho de 2016

Atividade 1 - Estágio Supervisionado I

  • Atividade 1: Elabore um texto pontuando as concepções de estágio historicamente construídas, apresentando os aspectos positivos, as limitações em cada uma delas e a justificativa em assumirmos o estágio como pesquisa.


Nesse texto irei apresentar os aspectos positivos e as limitações das concepções historicamente construídas de estágio. Para tanto, utilizarei como base o escrito de Pimenta e Lima (2005-06) e Prado (2012). As autoras expõem quatro concepções, a saber: a prática como imitação de modelos, a prática como instrumentalização técnica, o estágio: aproximação da realidade e atividade teórica, o estágio como pesquisa e a pesquisa no estágio e por fim no texto de Prado (2012) é exposto um relato de experiência sobre o estágio supervisionado na Ufal.
O estágio é uma etapa fundamental na formação do pedagogo, é nele que iremos ter contato de forma mais efetiva com a realidade que nos cerca. É também através dele que faremos uma reflexão teórica sobre os processos educativos. Portanto, o estágio se constitui como uma prática importante e indissociável da teoria.
A prática como imitação de modelos, nessa perspectiva o estágio é entendido como o observatório da futura prática, isto é, uma limitação, pois considera que a “realidade de ensino é imutável e os alunos que frequentam a escola também o são” (p. 8). O que ocorre é uma reprodução dos modelos postos como ideais, sem qualquer análise da realidade. Esta perspectiva não considera as transformações históricas e nem as novas exigências às escolas.
A prática como instrumentalização técnica, nessa concepção o estágio fica reduzido ao aprendizado de técnicas, sem ligação com o conhecimento cientifico, nas palavras de Pimenta e Lima (2005-06) “a atividade de estágio fica reduzido à hora da prática, ao como fazer, às técnicas a serem empregadas em sala de aula [...]” (p. 9). Isto é, um treinamento para a futura prática. Sem uma reflexão e  aprofundamento científico da realidade.
O estágio como possibilidade de aproximação da realidade tem sido visto como um caminho “[...] para a reflexão, a partir da realidade” (p. 13). Mas essa reflexão só é possível, segundo as autoras, se:

“Os professores orientadores de estágios procedam no coletivo, junto a seus pares e alunos, essa apropriação da realidade para analisá-la e questioná-la criticamente, à luz de teorias. Essa caminhada conceitual certamente será uma trilha para a proposição de novas experiências”. (p. 14)

O estágio como pesquisa e a pesquisa no estágio, essa perspectiva aponta para uma nova maneira de se realizar estágio. A pesquisa pressupõe investigação e interferência na realidade. Nesse sentido o estágio “supõe que se busque novo conhecimento na relação entre as explicações existentes e os dados novos que a realidade impõe [...]” (p. 15).
Diante disso, a justificativa em assumir o estágio como pesquisa, é pelo fato que só dessa maneira poderá haver uma reflexão sobre a realidade, já que nessa concepção não há divisão prática e teórica, mas um permanente diálogo entre ambas. Nessa direção, a finalidade de estágio é a de formar profissionais aptos para atuarem na busca de “uma sociedade menos competitiva, excludente e, acima de tudo mais democrática”. (Prado, 2012, p. 83)


Renata Gomes Pimentel

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