- Atividade 1: Elabore um texto pontuando as concepções de estágio historicamente construídas, apresentando os aspectos positivos, as limitações em cada uma delas e a justificativa em assumirmos o estágio como pesquisa.
Nesse texto irei
apresentar os aspectos positivos e as limitações das concepções historicamente construídas
de estágio. Para tanto, utilizarei como base o escrito de Pimenta e Lima
(2005-06) e Prado (2012). As autoras expõem quatro concepções, a saber: a prática
como imitação de modelos, a prática como instrumentalização técnica, o estágio:
aproximação da realidade e atividade teórica, o estágio como pesquisa e a
pesquisa no estágio e por fim no texto de Prado (2012) é exposto um relato de experiência
sobre o estágio supervisionado na Ufal.
O estágio é uma etapa
fundamental na formação do pedagogo, é nele que iremos ter contato de forma
mais efetiva com a realidade que nos cerca. É também através dele que faremos
uma reflexão teórica sobre os processos educativos. Portanto, o estágio se
constitui como uma prática importante e indissociável da teoria.
A prática como imitação
de modelos, nessa perspectiva o estágio é entendido como o observatório da
futura prática, isto é, uma limitação, pois considera que a “realidade de
ensino é imutável e os alunos que frequentam a escola também o são” (p. 8). O que
ocorre é uma reprodução dos modelos postos como ideais, sem qualquer análise da
realidade. Esta perspectiva não considera as transformações históricas e nem as
novas exigências às escolas.
A prática como instrumentalização
técnica, nessa concepção o estágio fica reduzido ao aprendizado de técnicas,
sem ligação com o conhecimento cientifico, nas palavras de Pimenta e Lima
(2005-06) “a atividade de estágio fica reduzido à hora da prática, ao como
fazer, às técnicas a serem empregadas em sala de aula [...]” (p. 9). Isto é, um
treinamento para a futura prática. Sem uma reflexão e aprofundamento científico da realidade.
O estágio como
possibilidade de aproximação da realidade tem sido visto como um caminho “[...]
para a reflexão, a partir da realidade” (p. 13). Mas essa reflexão só é possível,
segundo as autoras, se:
“Os professores orientadores de
estágios procedam no coletivo, junto a seus pares e alunos, essa apropriação da
realidade para analisá-la e questioná-la criticamente, à luz de teorias. Essa
caminhada conceitual certamente será uma trilha para a proposição de novas experiências”.
(p. 14)
O estágio como pesquisa
e a pesquisa no estágio, essa perspectiva aponta para uma nova maneira de se
realizar estágio. A pesquisa pressupõe investigação e interferência na
realidade. Nesse sentido o estágio “supõe que se busque novo conhecimento na
relação entre as explicações existentes e os dados novos que a realidade impõe [...]”
(p. 15).
Diante disso, a
justificativa em assumir o estágio como pesquisa, é pelo fato que só dessa
maneira poderá haver uma reflexão sobre a realidade, já que nessa concepção não
há divisão prática e teórica, mas um permanente diálogo entre ambas. Nessa direção,
a finalidade de estágio é a de formar profissionais aptos para atuarem na busca de “uma
sociedade menos competitiva, excludente e, acima de tudo mais democrática”.
(Prado, 2012, p. 83)
Renata Gomes Pimentel

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